terça-feira, 27 de maio de 2008

SOU UMA OBRA DE ARTE



EU ME FAÇO COMO UMA OBRA DE ARTE

Penso em mim como um pintor
E ao mesmo tempo
Sou a pintura
E tambem a moldura

Pintor no sentido que
Durante a minha vida
A cada minuto
Fui pintando

E como pintura
Porque tudo que sou
Que fiz ou pensei
Foi se mostrando

A cada alegria uma cor
Cada pincelada uma dor
Na mistura de todas elas
O sentido da vida

Há cores em diversos tons
Luzes em varias intensidades
Sombras para realçar
O que estava aparecendo

Quanto a moldura
Para combinar
Que era nova e bonita
Com o tempo foi ficando velha,desgastada

Mas sinto que
Ainda falta na obra
Alguns retoques
Acertos de ultima hora

Algo que ainda não consegui
Colocar pra que tudo apareça
E tudo seja avaliado
Com justiça como eu desejo

A moldura?
Esta não tem como arrumar
Já se passaram muitos anos
Quando muito uma reavivação

Mas no conjunto da arte
Mesmo inacaba e judiada
Ela já é linda
E poderá ficar melhor

Enquanto houver tempo
Sempre terei novas ideias.
Novos projetos de acabamento
E é o que pretendo,termina-la

Pra que no final do trabalho
Sinta um imenso prazer
Por have-la feito, poder contempla-la
E talvez começar outra...

MARIA LUIZA MONTANARI

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Do Incolor ao Multicolor


Do Incolor ao Multicolor


Quando a luz incolor do meu Eu místico saiu da sua solidão,

E passou pelo prisma triangular do meu ego social,

Receava eu pela sacralidade da minha querida mística.

Temia eu perder toda a minha luz,

Porque me haviam dito que,fora da solidão mística,tudo era treva e maldade.

Mas-oh!grata surpresa!

A luz incolor da minha mística solitária

Se expandiu nas luzes multicores de uma vida solitária.

A minha consciência mística transbordou em vivência ética.

O meu Ser incolor se manifestou em dizer e fazer multicores.

O incolor brilhou no vermelho,no verde,no azul,

Em todas as cores visíveis e invisíveis do Universo.

O prisma triangular do meu ego físico,mental,emocional,

Veiculou uma epopéia de belezas,

Porque o incolor do Eu é a plenitude de todas as cores.

Minha vida não é um deserto monótono e fastidioso,

Minha vida é um paraíso de beleza e alegria.

Mas ai de mim,se de minhas luzes multicolores perderem o contato com a luz incolor!...

Se minha vivencia ética se divorciar da minha consciência mística...

Sucumbirá ás trevas a minha vida...

Nenhum raio solar terá luz,se se desligar do sol.

Por isto,manterei firme contato com a Fonte.

Luz divina do meu Ser,sê sempre a Fonte do meu agir,do meu fazer,do meu dizer.

Atitude mística do meu Eu,

Sê sempre o sol dos atos do meu ego.

Luz invisível do Infinito,

Lucifica todos os finitos vísiveis da minha vida.

RUMO À CONSCIÊNCIA COSMICA-HUBERTO ROHDEN